quarta-feira, 25 de setembro de 2013








DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DE PELE 

Sinônimos

Exame Preventivo de Câncer de Pele; Melanoma

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?
Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.
A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.
Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de pele?
O câncer de pele é o mais comum de todos os tipos de câncer. Existem basicamente dois tipos de câncer de pele: o não-melanoma, que é o mais comum e raramente pode causar a morte do paciente, e o melanoma, que é o mais raro, mas é responsável por três em cada quatro mortes por câncer de pele.
Os tumores de pele, usualmente, têm um longo tempo entre o seu aparecimento e a sua disseminação, propiciando a aplicação de um exame que o detecte ainda numa fase curável.
Como os tumores de pele são facilmente localizados a olho nu (sem o uso de aparelhos especializados) o exame que pode diagnosticar o câncer de pele precocemente é o exame de inspeção (olhar a pele) durante um exame físico.
Como o médico faz esse exame?
Um médico ou outro profissional da saúde procura cuidadosamente por lesões suspeitas em toda a área de pele do corpo do paciente. Nesse exame o médico inclui procura detalhada de lesões em áreas mais comumente expostas ao sol, já que esse tipo de câncer está associado à exposição excessiva ao sol, mas também procura em regiões difíceis de serem vistas pelo paciente, como as costas, o couro cabeludo, entre os dedos e as plantas dos pés.
Alguns trabalhos científicos têm demonstrado que criar programas de exames de rotina para procurar lesões suspeitas e treinar a população para procurar lesões suspeitas e procurar o médico para fazer um diagnóstico de certeza, diminui a mortalidade e as doenças associadas a esse tipo de câncer.
Entretanto, mais investigação é necessária para afirmar qual é a melhor estratégia de detecção precoce e de quanto em quanto tempo esses exames devem ser feitos.
Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer de pele?
 
Raça:
Câncer de pele é mais comum em pessoas de pele clara, cabelo e olhos claros, que ficam facilmente vermelhas quando se expõem ao sol e que muitas vezes descascam facilmente a pele após se queimarem no sol.
Idade:
O melanoma aumenta rapidamente após os 20 anos entre pessoas brancas.
História pessoal:
Pessoas com certo tipo de sinais (nevos) ou que têm Síndrome do Nevo Displásico têm mais chance de desenvolver melanoma.
História de doenças anteriores:
Pessoas que já tiveram câncer de pele do tipo não-melanoma têm mais chance do que outras de desenvolver esse tipo de câncer.
Exposição:
Pessoas que se expõem por um longo período ao sol ou Raio X e luz ultravioleta têm mais chance de desenvolver esse tipo de câncer.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Sempre tomei muito sol e sempre "descasco" no verão. Devo fazer algum tipo especial de exame por causa disso?
Já tive um câncer de pele na perna e tenho muitos sinais. Será que terei outro câncer?

Fonte- 2001-2013 - ABC da Saúde Informações Médicas Ltda

Como diagnosticar um câncer de Pele


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ruídos Nocivos a saúde


Vasos sanguíneos no olho mostram ligação entre poluição do ar e doenças cardíacas



Vasos sanguíneos no olho mostram ligação entre poluição do ar e doenças cardíacas

A descoberta veio através da observação de uma fotografia digital dos minúsculos vasos sanguíneos localizados na parte de trás dos nossos olhos. Esses vasos são muito similares aos encontrados no coração, mas são muito mais fáceis de fotografar, porque eles podem ser medidos sem o uso de anestesia ou sondas.
Até agora, estudos anteriores já tinham indicado que as doenças cardíacas poderiam estar ligadas a poluição atmosférica, mas a nova pesquisa é a primeira a observar a relação entre poluição e vasos sanguíneos minúsculos, chamados microvasculaturas.
O estudo incluiu 4.607 participantes que não tinham histórico de doença cardíaca e tinham entre 45 e 84 anos. Os pesquisadores tiraram fotos digitais da retina e calcularam as partículas finas em suspensão no ar na casa de cada participante. Esse processo foi realizado por dois anos antes do exame do olho. A exposição a curto prazo também foi medida, através dos níveis de poluição no dia anterior ao exame oftalmológico.
A conclusão foi de que as pessoas saudáveis expostas a maiores níveis de poluição do ar tinham arteríolas mais estreitas na retina. Os níveis de poluição ao longo do estudo foram, em sua maior parte, abaixo do nível considerado aceitável, mas os vasos sanguíneos minúsculos ainda diminuíram a 1/100 do tamanho de um cabelo humano.
Pode não parecer muito, mas os pesquisadores advertem que é suficiente para indicar um maior risco de doença cardíaca. Se todas as microvasculaturas no corpo forem afetadas da mesma maneira, isso poderia levar a consequências graves na saúde, como um derrame ou um ataque cardíaco.
Ao comparar a exposição a longo prazo com a de curto prazo, o estudo mostra que os participantes com exposição de curta duração à poluição tinham vasos sanguíneos microvasculares de uma pessoa três anos mais velha, enquanto a exposição a longo prazo deixou os participantes com vasos sanguíneos microvasculares de uma pessoa sete anos mais velha.
Segundo os pesquisadores, esse tipo de mudança significaria um aumento de 3% no risco de doença cardíaca para as mulheres que vivem em áreas poluídas. A percentagem de aumento de risco para os homens ainda é desconhecida.
A relação descoberta entre largura microvascular e risco de poluição do ar abre as portas para observações epidemiológicas de mais eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos fatais com exposições superiores a poluição, e um mecanismo de verificação biológica.
O próximo passo é continuar estudando os efeitos a longo prazo, no mesmo grupo de participantes. O objetivo é ver se a poluição do ar provoca alterações nos diâmetros dos vasos ao longo do tempo, a fim de fornecer mais provas de que a poluição do ar provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos minúsculos
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Aparelho respiratório

  • Vias respiratórias superiores
  • Vias respiratórias inferiores
  • Pulmões
  • Pleura

Pneumoconiose

  • Termo criado por Zenker, em 1866, para designar um grupo de doenças crônicas do parênquima pulmonar que se originam da exposição a poeiras fibrosantes. Em 1971, este termo foi redefinido como sendo o acúmulo de poeiras nos pulmões + a reação tecidual à sua presença.

Silicose

  • A silicose, a doença profissional mais antiga que se conhece, desenvolve-se em pessoas que inalaram pó de sílica durante muitos anos. O pó de sílica é o elemento principal que constitui a areia, sendo por isso frequente a exposição entre os mineiros do metal, os cortadores de arenito e de granito, os operários das fundições e os oleiros.


Sintomas e diagnóstico

  • Os indivíduos com silicose nodular simples não têm dificuldade em respirar, mas têm tosse e expectoração devido à irritação das grandes vias aéreas, no processo denominado bronquite.
  • A silicose conglomerada pode causar tosse, produção de expectoração e dispneia. No princípio, a dispneia verifica-se só durante os momentos de atividade, mas por fim manifesta-se também durante o repouso. A respiração pode piorar aos 2 a 5 anos depois de ter deixado de trabalhar com sílica. O pulmão lesado submete o coração a um esforço excessivo e pode causar insuficiência cardíaca, a qual, por sua vez, pode evoluir para a morte. Além disso, os indivíduos com silicose expostos ao microrganismo causador da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis) são três vezes mais propensos a desenvolver a tuberculose do que aqueles que não estão afectados pela silicose. A silicose diagnostica-se com uma radiografia ao tórax que mostra o padrão típico de cicatrizes e nódulos.

Prevenção

  • O controle da produção do pó no local de trabalho pode ajudar a prevenir a silicose.
  • Os trabalhadores devem usar máscaras que forneçam ar exterior limpo ou que filtrem completamente as partículas.
  • Os trabalhadores expostos ao pó da sílica devem fazer radiografias de tórax com regularidade
  • Se a radiografia revelar silicose, o médico, provavelmente, aconselhará o trabalhador a evitar a exposição constante à sílica.

Tratamento

  • A silicose é incurável. No entanto, pode deter-se a evolução da doença, interrompendo a exposição à sílica desde os primeiros sintomas.

Quem corre o risco de contrair doenças pulmonares ocupacionais?
Diagnósticos de Enfermagem

  • A. Padrão Respiratório Ineficaz devido à restrição provocada pelo parênquima pulmonar fibrosado.
  • B. Deficiência na Troca Gasosa devida ao parênquima pulmonar fibrosado e às secreções.

Intervenções de Enfermagem

  • A. Melhorar o padrão respiratório.
  • 1. Administrar oxigenoterapia , se necessária.
  • 2. Administrar broncodilatadores ou ensinar a sua auto-administração, conforme solicitado.
  • 3. Incentivar a interrupção do tabagismo.
  • B. Promover a Troca Gasosa.
  • 1. Incentivar a mobilização das secreções através da hidratação e de exercícios respiratórios e da tosse.
  • 2. Aconselhar o paciente a reduzir o ritmo das atividades para evitar a exaustão.







DOENÇAS OCUPACIONAIS RELACIONADAS COM A PELE
(DEFINIÇÃO E PREVENÇÃO)


O que é Doença Ocupacional?
Doença ocupacional é a alteração na saúde do trabalhador, provocada por fatores ambientais associados ao trabalho. Como por exemplo, podemos citar incidência de câncer de traquéia em trabalhadores de minas e refinações de níquel.
Como se Adquire uma Doença Ocupacional?
A doença ocupacional pode ser adquirida através de exposição do trabalhador a agentes químicos, físicos, biológicos ou radioativos, em situações acima do limite permitido por lei, sem a utilização de roupas e/ou equipamentos de proteção coletiva ou proteção individual compatíveis com o risco exposto.
Qual a diferença entre Doença Ocupacional e Acidente de Trabalho?
Doença ocupacional é a alteração na saúde do trabalhador causada por exposição excessiva a agentes químicos danosos em curto, médio e longo prazo. Em geral, as doenças ocupacionais levam algum tempo para se manifestarem e, quando isto ocorre, aparecem sob a forma de tumores malignos (câncer) ou lesões em órgãos, entre outros. Já os acidentes de trabalho poder ser definidos como acidentes de ação imediata, provocados por situações adversas. Englobam acidentes de trabalho, queimaduras, quedas, cortes e amputações de membros, entre outros.
Quais as implicações legais para o empregador e técnicos responsáveis pela segurança nas empresas quanto às Doenças Ocupacionais?
Todo o empregador é obrigado a oferecer proteção adequada ao trabalhador no seu ambiente de trabalho. Para executar essa tarefa, a legislação exige que cada empresa tenha uma equipe técnica responsável por decidir e implantar processos de segurança (engenharia, equipamentos e treinamentos de segurança) para os funcionários. Caso algum funcionário, comprovadamente, adquira uma doença ocupacional por falta de uso de equipamentos para sua proteção, a empresa - na figura de seu proprietário ou representante legal - assim como toda a equipe técnica, podem ser responsabilizados e sofrerem processo criminal pela lesão causada ao funcionário. Além disso, o funcionário pode solicitar indenização pelo dano causado.
O que é a pele e por que protegê-la?
A pele é o maior órgão do corpo humano e atua em funções
extremamente importantes para a vida, tais como:
• Barreira de proteção
• Sensibilidade física
• Regulação da temperatura
• Sintetização de vitaminas
• Sustentação para outros órgãos
• Indicativo de diagnóstico para certas doenças.
A pele é composta por 3 camadas:

Epiderme - Camada mais externa, principal responsável pela proteção da pele. Nela está contida a camada córnea, composta de células mortas, que oferece barreira contra agentes externos agressivos.

Derme - Camada intermediária, onde se encontram vasos sangüíneos, terminações nervosas, glândulas sebáceas e outros componentes. Quando a epiderme é danificada, a derme fica exposta, ocasionando dor e possíveis sangramentos.

Subcutâneo - Camada mais interna, onde está localizada a reserva de gordura utilizada em eventuais necessidades calóricas. Essa reserva também pode atuar como um amortecedor para os órgãos internos contra choques externos.

Quais as Doenças Ocupacionais que podem afetar a pele, e quais suas conseqüências?

As doenças ocupacionais que afetam a pele em geral se manifestam sob forma de dermatites, muitas vezes causados por agentes irritantes (água, ácidos, álcalis, fluídos de cortes, agentes físicos. Agentes redutores e agentes oxidantes, entre outros).
• Dermatite de contato por irritação.
Num primeiro contato da pele com um agente irritante a epiderme pode perder sua barreira proteção inicial, uma pequena camada de gordura. Se o contato com o agente irritante for contínuo, (ou seja, ocorrer uma rotina de trabalho com o agente irritante), a camada córnea da epiderme será removida, permitindo que a derme fique exposta. Quando isso ocorre, o membro atingido pode passar a apresentar sangramentos, infecções e lesões mais severas e em alguns casos, o trabalhador perde a capacidade de utilização do membro. Além disso, qualquer substância química terá acesso facilitado para a corrente sangüínea. Esse processo pode levar dias, semanas ou meses, dependendo do agente químico e da suscetibilidade do trabalhador.
• Dermatite ou eczema de contato alérgico
As alergias da pele, dentro ou fora do ambiente de trabalho, são muito freqüentes. No entanto, as dermatites alérgicas por contato com agentes químicos são tão ou mais freqüentes que as demais alergias. Não é raro encontrar funcionários com agentes químicos em ambientes controlados queixando-se de problemas de pele. Isso ocorre devido à sua suscetibilidade em relação ao agente químico (geralmente em baixas concentrações) ao qual ele está exposto. Em relação aos danos à pele, as conseqüências da dermatite de contato alérgica são as mesmas das dermatites causadas por agentes irritantes, exceto pelo seu período de manifestação. Em algumas situações, a dermatite de contato alérgica pode se manifestar a partir de cinco dias ou até vários anos de exposição à substância química. É importante entender que o funcionário pode passar anos trabalhando com um certo agente químico e desenvolver um processo alérgico bastante severo de forma repentina.